A minha temporada está se aproximando.
Ordeno que as câmeras estejam gravando.
Afirmo aqui e agora.
Matarei tudo aquilo que me devora.
As vozes cantam novos tremores.
Não escuto mais meus mentores.
As luzes piscam entre minha alma.
Porém o que sangra é minha palma.
Sinto falta da raiva.
Ela me lembra de quem eu amava.
O monstro pede pela minha volta.
Mas eu ainda estou errando a nota.
Nem sei meu hino da vitória.
Aqui e agora eu mato minha história.
Acreditei ter visto imagens.
Pena que já gravei minhas mensagens.
O medo me pune por ser criativo.
A odisseia do alter ego vingativo.