Francisco Nunes Pessoa

DissonĂ¢ncia

Dissonância

Sinto uma dissonância terrível.
Onde estou, minha mente não está.
O que meu corpo me diz, eu não aceito.
Aquilo que sinto, causa estranheza ao meu ser.

Quem sou eu?
Um corpo à deriva na imensidão do Eu.
Ou uma casa em busca de seu dono.
A cada dia me perco de vista.

Onde estou?
Quero voltar à infância.
Momento em que meu corpo e minha mente não viviam em conflito.
Só ali tive paz.

Para onde vou?
Um medo: não me reconhecer.
Daqui a algum tempo
Serei um estranho para mim.

Até quando?
Até que a morte os separe....
(Corpo e Mente)