Dia qualquer
Sol da manhã,
banco de praça.
Duas araras
cruzavam o céu azul.
Acima, uma multidão
em cruzeiro, num avião.
No chão, eu.
Na praça, uma criança
segurava um balão,
brincando, sonhando
em ir além das nuvens.
“Ir à lua”, dizia ela,
“para cumprir uma grande missão...”
Perguntei: posso ir?
Ela sorriu _
mas me disse: não.
Sorri e insisti.
Ela riu:
“Já tá lotado, tio.
Vai ter que ir de avião.”
Agitou a propulsão _
e lá se foi,
para a missão balão...