Francisco Queiroz

MISSÃO BALÃO

Dia qualquer.
Sol da manhã,
banco de praça.
 
Duas araras 
cruzavam o céu azul.
Acima, uma multidão
em cruzeiro, num avião.
 
No chão, eu.
 
Na praça, uma criança
segurava um balão,
brincando, sonhando 
em ir além das nuvens.
 
“Ir à lua”, dizia ela,
“para cumprir uma grande missão...”
 
Perguntei: posso ir?
 
Ela sorriu —
mas me disse: não.
 
Sorri e insisti.
 
Ela riu:
“Já tá lotado, tio.
Vai ter que ir de avião.”
 
Agitou a propulsão —
e lá se foi,
para a MISSÃO BALÃO...