Permita-me um galanteio de esquina
Estou descaupelando
Na terra dos descalvados habitava um descaupelado
São parentes
Alguém que vai descamando
As escamas dos descalvados
Ela soçobrou um resto de lama ente seus dentes
Do poço que havia caído enquanto sua pele lançava-se como esguicho
Mas ela mimetiza
A quentura fervia olhos e lágrimas
nessa orgia infinita dos teus dentes
Sorria com batom, sorriso largo
Como as fontes e fossos abissais
Aliás, o abismo é tudo o que nos resta
E em outro momento já nos alegramos em volta dele
Se é que poderíamos chamar \"em volta\".
Sinto-me lisonjeado, de certo modo.
Seres caídos do descalvado, descaupelo, do desassussego
implantam garras e dentes de vampiros
Limpam os dentes!
Eles dizem: vai fera!
Valei-me, deixe sua marca...?
Será bom isto?
Lhe agrada?
Bom, eu não sei
Poderia dizer de outra forma?
A mim seria mais proveitoso, e assim, não ficaríamos em esquinas
No descaupelo