Ah, teus belos olhos castanhos…
ainda me enfeitiçam, me dominam,
como um feitiço que o tempo não desfaz.
Eu os admirava tanto,
e no silêncio de agora… ainda admiro.
O sentimento não partiu,
só se escondeu no fundo do peito.
Enfraquecido, quase ausente,
mas ainda vivo,
mesmo que em suspiro.
Você me enganou…
e eu, sem saber ser pouco,
te amei profundamente.
Fui refúgio pras tuas carências,
enquanto você era ausência em mim,
e ainda assim, eu te amei,
de verdade.
Porque entre as tuas mentiras
e tudo que você nunca foi,
em mim só havia uma coisa:
sinceridade.