Fábio Brendon

CARTA À POSTERIDADE

Querida posteridade, ouça-me atentamente

Nesta carta que escrevo com a tinta do tempo

Sou um viajante efêmero, um sonhador carente

Deixo estas palavras como um eco no vento

 

Nas asas do passado, envio-te o meu pensamento

Como uma garrafa lançada ao mar da eternidade

Que esta mensagem alcance teus olhos neste momento

E te revele a essência da minha breve humanidade

 

Na aurora dos dias, quando o sol ainda brilhar

Lembra-te dos risos e lágrimas que compartilhamos

Das histórias entrelaçadas, das almas a dançar

Dos amores que floresceram e dos sonhos que criamos

 

Aqui, nesta folha de papel envelhecido pelo tempo

Deixo traços de minha existência, fragmentos de vida

Espero que tu, leitor distante, sintas o meu lamento

Que sopra através desta simples carta, suave e atrevida

 

 

Não sei se serás humano ou máquina, se terás coração

Mas desejo que compreendas a minha busca incessante

Pela verdade, pela beleza, pelas memórias e emoção

Pela esperança que me moveu nesta jornada constante

 

 

Guarda esta carta como um tesouro escondido

Desvenda seus segredos quando a noite for profunda

E saibas que em cada linha escrita com amor e sentido

Há um pedaço de mim, um eco de minha alma que te inunda

 

Assim, querida posteridade, receba este presente

Uma carta simples e sincera deste viajante aflito

Que ela te inspire a olhar para o céu e seguir em frente

Pois a vida é efêmera, mas o teu sonho é infinito.