Não
acredite em tudo que existe
nem no tempo como solução
seria em vão
Mesmo onde o futuro se forja
e a certeza se impõe
na contramão
A dúvida, silente,
separa os homens
em multidão
E a vida escorre entre os dedos,
pelos becos
onde a morte aflora
A felicidade, por fim, converge —
mas o silêncio, imóvel,
seduz
em justa posição
de fria memória
“Uma tarde em Père-Lachaise”
2026