O pleno deleite
Em aprender
Surge de um querer
Apesar de às vezes se abster
Por vezes
Realçadas em olheiras
Agravadas pela privação do sono
E do cansaço exausto
Do tempo que não espera
Não dá trégua e nem miséria
Traz consigo somente uma espera
Aquela chamada: severa
Todavia, é nesse campo semântico
E sintático
Que o prazer se faz morada
Em tecer várias noitadas, de insônia iluminadas
É o recanto aguardado
Um canto sossegado
De lirismo
E tantas outras histórias
Que nem sequer foram redigidas
Mas que habitam na criação
E na imaginação
Por vezes, não partilhadas,
Guardam consigo o propósito,
Sereno e intacto:
Serem conforto presente.
E no fim, ainda que quisesse explicar
Ilustrar o sentimento que há
Seria difícil
Pois, do poeta, só a letra se entende