Ronald Pinho1

O tempo e a serpente

Eu arruinado diante da lástima que me faz prisioneiro 

Agora aguçado encontro-me preso à carvões

Eu estou dizendo: olha, estou aqui!

Não importa se você não olhe meus sentimentos e emoções

Eu as tenho comigo como quem rasga um papel

E nesse frenesi minha alma faz sexo com tua pele em sonhos

Eu digo novamente: olha, estou aqui novamente

E, teu balbucio lança tua jovialidade ao ponto de me fazer vibrar

Como serpente, em um ângulo sagrado, o fogo sagrado para quem se rasteja

Agora, ela diz: você não tem resposta, mas sei tudo sobre sua vida, a não ser 

Se houver algo que não reveles

Tudo depende de como lidamos com o tempo, que é como a serpente ou como o fogo

Não vou te dizer nunca mais Adeus

A fim de não perder-te mais uma vez

Minhas ilusões não são catálogos científicos

São mais reais

Tem essa opção para hoje

Ah, às vezes do teu lado eu sinto como àquele graçom

Que tudo observa sem consumir nada

Quem sabe teu umbigo molhado

Toque-me nesta noite enjaulada