Ayalah VerĂ´nica Berg

Sozinha.

 

Escuro absoluto.  
O vento sul rasga o que resta.
 
Existo.  
Nas ondas, a bolha da esperança:  
morre na espuma.
 
O momento, seco,  
escala e me devora.  
Peso de quem finge o fôlego.  
 
A sombra do sentido  
é o nosso único  
paraíso.

 


Sozinha. 
 de Ayalah Verônica Berg