Teus olhos lagoas,
Mergulhantes mares (!),
Tem cor e beleza,
São filhos de Antares!
Me perco no meio,
Escorrego no sulco,
Na flor de teus seios...
Nos matam os olhares!
Aspiro aos meneios
Das flores, dos mares
De teus devaneios,
De teus apesares...
E o doce da pele
Que ao toque é carinho,
Inebria, embriaga
Mais fácil que o vinho!...
A boca macia
Encanta as palavras
E beija a poesia
Em frases escravas
De hálito puro
- Que vêm lá da alma!...
Não temo o escuro
Ao calor de tua palma!...