Tem um caminho que ainda sabe teu nome
mesmo depois de tanto tempo sem teus passos.
Eu volto lá às vezes…
não por coragem, mas porque esquecer você nunca foi uma opção.
A noite sempre chega mais cedo naquele lugar, como se o mundo tivesse desistido de esperar por mim.
E tudo escurece… não por falta de luz, mas por excesso de saudade.
As árvores… elas lembram.
O vento… ele sabe.
Mas ninguém diz nada.
E o pior é isso: até o silêncio te conhece.
Sem você, eu viro metade de um homem
tentando fingir que inteiro ainda existe.
E quando estou com você na memória…
é pior.
Porque te tenho e não tenho.
É como abraçar o vazio e sentir ele retribuir.
Eu conto as horas como quem conta feridas,
uma por uma, esperando que alguma cicatrize sozinha.
Mas não cicatriza.
O tempo não anda…ele arrasta.
E cada segundo pesa mais que o anterior,
como se o relógio também estivesse cansado de mim.
Respirar ficou difícil…não por falta de ar,
mas por excesso de tudo que ficou.
Tem coisa que não vai embora…
só aprende a morar na gente.
E aqui dentro…os pássaros também pararam de cantar.
E eu entendi.
Não é o mundo que ficou silencioso, fui eu que perdi o ritmo da música.
Sem você, até existir parece exagero.
Por Freddie Seixas