A Escuridão Tem O Meu Sangue
Quem me persegue, me olha nos olhos.
Espelhos de vidro refletem em minha íris
O rosto hediondo que magoa e perturba; Com indagações astuciosas, me ataca a pele, Ferindo-me e abrindo feridas que não se fecham mais.
Pesar de quem ama e, mesmo assim, condena o que é amado.
Arranque meu espírito e veraz profundo ardor;
Ele invoca-me e se torna parte de mim: Sou eu? Não sou. Poderia ser!
Deleitam em mim as lágrimas cristalizadas e ardentes do outro que outrora eu;
Faz-me gritar, sentir e agonizar
Diante dele, que refletia o mesmo olhar que via a ele.
Stefany De\'Morais