SINFONIAS PARA TANTOS, TANTOS…
Carlos Antônio Alves de Lucena
Passarinho, passarinho,
canta, canta, beija-flor.
Canta pertinho do céu,
canta, canta no seu ninho,
solfejando notas de amor.
Canta na copa da mata
como se fosse um cantor;
canta escondido na selva,
pra teu cantar escorrer pela relva.
A relva que foi Deus quem pintou
e que compôs teu cantar,
e que fez o verde da grama dourar
nos braços de toda manhã.
Juntou o orvalho e teu canto,
saindo das nuvens de lã,
e as noites que foram de espantos
agora são manhãs de encantos
para tantos, para tantos…