Em vidros densos, sonhos se guardaram,
Anseios vivos, de sentir profundo,
Que aos lábios vêm, momentos que selaram
O gosto doce, o néctar mais fecundo.
A língua sente o sumo que se espalha,
A fruta entrega o mel de grão dourado,
Qual fome antiga que jamais se acalma,
Um beijo dado, um desejo saciado.
Como a abelha no favo que se renova,
A força brota em cera reluzente,
A vida pulsa, a sede se comprova.
E o sabor fica, forte e persistente,
Um véu carmesim que a alma então desdobra,
No instante breve, intenso e eloquente.
Autoria: Ltslima
Reeditando.
12.07.2.020