Camily Estefhany

Amor é doença


Dizem que o amor cura, eu não acredito nisso. Eu acredito que o amor dilacera a alma. O amor é o único sentimento que você perde seu lado racional. Por exemplo, quando possuímos ódio, vemos tudo de forma intensa demais, nua, crua, com vermes e de todas as suas dores. Com amor? Com o amor não. Mesmo com todas as suas nuances duras e tristes, permanecemos, permanecemos porque o amor fala mais alto, ele tira a nossa racionalidade, ele faz as moscas e as larvas não serem vistas, fazem não ver a cirrose hepática se contorcendo em doença terminal, tira seu chão, porque você aguenta, aguenta mais um pouco, você precisa aguentar mais um pouco, pois.. Vale a pena, afinal, você ama. Mas até onde vai esse amor? 
Isso é amor? 
O que é amor? 
Seria companheirismo? Abdicação? Fidelidade? Cuidado? 
Não sei, meus caros leitores desse texto furado e cheio de falhas, assim como eu. Eu falho, falho muito. Falho como mulher, falho como filha, falho como esposa, falho como irmã, falho como estudante e também falho como amiga, mas não falho com a beleza, por incrível que pareça, nisso eu não falho. Não sou robusta, não sou magricela, possuo curvas belas, pele branca, corpo esculpido e por one passo, realmente chamo atenção e isso é bom. Gosto de ser bonita, isso abre portas (e muito), mas tá, onde entra o amor nisso? O amor não sustenta beleza, beleza não sustenta amor. Por isso, digo que, eu falho, falho demais, continuo falhando, provavelmente daqui 30 anos falharei até no que não falho hoje, na beleza, e continuo falhando no amor, falharei demais, tento consertar, tento… eu realmente tento. Faço terapia com uma terapeuta maravilhosa, eu finalmente encontrei uma terapeuta que me ajuda e para ela eu consegui me abrir, todos os meus anjos e demônios, todos os meus amores e dores, todas as minhas dúvidas e certezas. 
Mas sobre o amor? 
Sigo me perguntando, seguirei me perguntando… o que será o amor?