No fundo de minha alma, as cicatrizes de meu coração dolorido já não doem; quando lágrimas escorrem em cada centímetro delas. Em minha frente; sangue, remédios e lâminas, que me olham como se pudessem abraçar-me sem soltar-me jamais. A dor pesa em meus ombros e faz-me andar sem intenção de chegar a algum lugar de refúgio. A saudade me confunde como em um jardim no topo de uma colina, fazendo-me procurar tua voz onde só há escuridão. Teus sussurros ecoam por entre aquelas árvores malditas, por entre aquelas brisas mais suaves que teu toque em minha pele, por entre aquelas promessas de eternidade. Andar e andar, me levam a perdição da solidão que antigos prazeres me deixaram, que teu silêncio me deixou para sobreviver sem ti. O sol, que agora me deixa ao chão do quebrar de ondas, se vai lentamente, vitrificando teu rosto vivo em minha memória, fazendo-o cravar as esperanças de teu doce amor.