Aquele olhar perdido,
em meio a tantos
pensando que procuro sua versão.
Mas a verdade é que te vejo em todos,
e não encontro em ninguém.
Você era caos,
mas era o meu.
E agora eu caminho
entre corpos quente q não me esquentar entre ruas com passado de nós
procurando vestígios
do que sobrou de você em mim.
A ausência não grita,
mas pesa.
Te procuro nos silêncios,
nos vultos,
nas promessas quebradas.
Nos espaços vazios
que ainda têm seu nome.
Você ficou em mim
como marca que não cicatriza
não por dor,
mas por ausência.
E eu sigo,
entre passos calados e olhos cheios,
como quem carrega uma história
que o tempo não apaga