Sinvaldo de Souza Gino

Navio Negreiro

O mar é um túmulo fundo,
Onde a dor se faz mais forte.
Navio Negreiro, inferno flutuante,
Onde a vida é mercadoria.

Homens, mulheres, crianças vão,
Apertados, sem ar, sem luz;
Sofrendo, chorando, sem fim,
A morte é o único destino.

O capitão é um monstro cruel,
Comanda com mão de ferro;
Escravos são objetos, não seres,
Sem valor, sem alma, sem dor.

Mas a história não se cala, não;
A luta pela liberdade é forte.
Navio Negreiro, símbolo de dor,
Lembrete da crueldade sem fim.

Hoje o silêncio é quebrado,
Já a memória é um legado.
Navio Negreiro, um alerta,
Para que a história não se repita mais.