Há uma mesa
onde o tempo decidiu sentar-se convosco
e esquecer de passar.
Cores espalhadas como segredos felizes,
tecidos que parecem rir junto,
e três corações
batendo em sintonia despreocupada.
Vocês não estavam só a tirar fotos—
estavam a capturar pedaços de eternidade
com mãos que ainda cheiram a futuro.
Os telemóveis nas mãos
tentam guardar o momento,
mas falham—
porque o que realmente importa
não cabe em ecrãs.
Cabe nos olhares cúmplices,
nos lábios fazendo graça,
na leveza de quem ainda não foi quebrada
pela pressa do mundo.
Garrafas sobre a mesa,
risos no ar,
e uma amizade que não precisa ser dita
para existir inteira.
E ali,
entre filtros e luz,
vocês criaram algo raro:
um instante que não pede lembrança,
porque já nasceu eterno.