O mundo é barulhento.
Quero só um minuto
pra sentir o sol na pele,
acalento.
Meus lábios dizem tanto,
só palavras jogadas ao vento.
Ninguém escuta:
tormento.
São tantos lugares, obrigações,
ligações… quase me perco de mim.
É como nadar,
procurando por terra firme,
quando eu queria só boiar.
Sentir o sol na pele, não ter pressa,
mas não dá tempo.
É preciso ir,
sorrir aqui,
falar ali,
ouvir de cá,
e fazer isso depressa.