Na escuridão que abraça o último suspiro,
O corpo cede à quietude, ao repouso, apenas
A alma, essa dançarina etérea, como um espirro
Desprende-se solenemente das amarras terrenas.
A morte não é o fim, mas um limiar,
Uma passagem para além do véu.
O tempo e o espaço vão se apagar
As memórias se entrelaçam neste céu.
Os que partiram não se extinguem,
Tornam-se sussurros no vento,
Cores e melodias que não se distinguem
Eles habitam sonho e pensamento.
A morte é apenas um ponto de partida,
Uma jornada sem mapas, sem fronteiras.
E quando for declamado o verso da despedida
A alma alçará voo, em busca do infinito, sem eiras.
Assim, não lamentemos a escuridão,
Nos corações que amaram e foram amados.
Pois a morte não é o fim, mas uma canção,
Uma melodia que ecoa mesmo estando separados.