Aos poucos vou perdendo meu ouro.
Ele vai indo embora, junto das minhas amadas memórias
Eu grito, choro e reclamo eufóricamente por ele de volta
Mas ele só anda e me ignora
Eu corro, agarro e puxo
Mas ele continua
Com a garganta doendo e o nariz escorrendo
Eu bato, arranho e me humilho
Mas ele só ignora
Então no chão eu caio e me debato, Igual uma criança ordenando algo
Ele só anda
Abraço os restos do que um dia já foi amado, tentando curá-lo
Olhando para o horizonte, eu vejo um vulto borrado
O ouro havia me deixado