O amor é esse idioma impossível,
que ninguém aprende,
mas todos sentem.
Ele chega como tempestade mansa —
te invade sem pedir licença,
te arrebata ao céu
e, no mesmo instante,
te devolve ao chão.
Há um descontrole bonito nisso:
amar é não ter domínio,
é se perder dentro de algo
que nunca coube em palavras.
Porque o amor não se explica —
ele simplesmente acontece.
E, às vezes,
com a mesma intensidade com que nasce,
ele também precisa partir.
E deixar ir…
não é ausência de amor.
É, talvez,
sua forma mais silenciosa
e mais corajosa.
É não sepultar o que foi vivido,
nem tentar ressuscitar o que já se despediu,
mas guardar, com delicadeza,
os fragmentos de um sentimento
que nunca será esquecido.