Hoje o sol não brilha, o dia não amanheceu
Cobriu-me as trevas da morte
Nesta trilha, minha alma talhada padeceu
Estou à deriva, implodido, sem norte
O chão se abriu em infinito abismo
Inevitável destino
Não tenho aquele inocente sorriso
Dos tempos de menino
Carrego em meu peito uma dor que corrói
Cerrou-se as cortinas, o tempo foi apagado
Afogo a vida neste cálice que me destrói
Corpo sem alma, simples matéria neste momento
Agonia derradeira de um ser dilacerado
Alívio da existência, fim de tanto sofrimento