Brendon Leão

O CÁLICE DERRADEIRO

Hoje o sol não brilha, o dia não amanheceu

Cobriu-me as trevas da morte

Nesta trilha, minha alma talhada padeceu

Estou à deriva, implodido, sem norte

 

O chão se abriu em infinito abismo

Inevitável destino

Não tenho aquele inocente sorriso

Dos tempos de menino

 

Carrego em meu peito uma dor que corrói

Cerrou-se as cortinas, o tempo foi apagado

Afogo a vida neste cálice que me destrói

 

Corpo sem alma, simples matéria neste momento

Agonia derradeira de um ser dilacerado

Alívio da existência, fim de tanto sofrimento