Lá estava você,
num entardecer queimado de fogo,
com fios que roubavam das nuvens
o laranja que o sol deixava escapar.
Lembra do vento brincando com seu cabelo?
Parecia querer roubar pra si
aquele dourado avermelhado,
quase ruivo, quase pôr do sol,
quase eternidade.
Leve no sorriso,
linda no silêncio,
longe de saber que, pra mim,
cada cor do céu competia com você…
e perdia.
Luiza,
se o dia morre em tons alaranjados,
é só porque o mundo aprendeu contigo
que até o fim pode ser bonito.