Vilma Oliveira

ALMA SOTURNA

O sol se debruçou sobre meu rosto

Um brasido a crepitar em chamas

Refulgentes horas de desgosto

No coração chagado que te ama!

 

Alma Soturna... divinamente pura!

Abra-se em flores de míseras vaidades

Tateio sombras em cinzas de amargura

No pátio alucinante da imortalidade!

 

A espalhar-se em pétalas de luzes

Esses espinhos a enfeitar as cruzes

São asas paradas do meu desejo;

 

Desvairada e tonta ando a vagar...

Leves passos em nuvens a flutuar...

Quimera d’Alma em sangrentos beijos!