Francelino Santana

O ABRAÇO QUE ME FALTA

 

MÃE, PELO ACASO DA VIDA,

QUIS O DESTINO NOS SEPARAR.

DESEJO QUE ESSE MESMO DESTINO

UM DIA NOS FAÇA NOS REENCONTRAR.

 

CRESCI SEM TEU CARINHO,

SEM SENTIR UM ABRAÇO SEU,

SEM LEMBRAR DO SEU OLHAR

QUANDO OLHAVA O MEU.

 

TALVEZ POR SER TÃO CRIANÇA,

SUA AUSÊNCIA POUCO SENTI.

AO CRESCER, FUI PERCEBENDO

QUE SUA PRESENÇA ME FALTAVA ALI.

 

SÓ QUERIA, NOVAMENTE,

PODER SENTIR UM AFETO SEU,

PROVAR O CARINHO DAS SUAS MÃOS

E VER SEU OLHAR SORRIR PARA O MEU.

 

QUERO SÓ PEDIR A DEUS

QUE NÃO TE FAÇA DE MIM PARTIR,

ANTES QUE EU POSSA, MAIS UMA VEZ,

O SEU ABRAÇO, PODER SENTIR.

(Dedico esse poema a minha mãe)