Francisco Ribeiro

Nem sempre como a água…

Sei ler.

Talvez que interpretar,

não tanto.

Talvez não te leia o pranto –

as lágrimas, o choro…

 

quanto

não terei sabido interpretar.

 

E queria ter mais qualquer coisa

para dizer,

que não fosse sempre –

e apenas –

este falar em palavras escrito.

 

Para que também tu

o interpretasses

mesmo sem o ter lido –

ainda que ainda,

que mal dizido –

 

o embargo na voz…

 

Este  meu choro

por dentro corrido.

Que em letras não foi escrito

Mas que só assim –

melhor que eu –

O soubesses interpretar