Tua caligrafia, doce e sincera,
Guardava segredos, risos e dor,
Nas folhas amareladas de uma era,
Onde a inocência bordava o amor.
Cada palavra, um eco distante,
De um tempo em que o mundo era tão vasto,
E teu carinho, fiel e constante,
Fazia do simples um sonho devasso.
Amiga das cartas, estrelas guardiãs,
Tuas palavras me rasgam a alma,
Marcas tão fundas, eternas manhãs,
Que resistem ao tempo, ao silêncio, à calma.
Era amizade? Ou algo maior?
Algo que a vida jamais revelou,
Um elo profundo, que, mesmo sem cor,
Na memória vibrante se eternizou.