(Soneto)
Nasceu à luz um novo e doce encanto
que ao mundo traz promessas de alvorada
e no frágil choro a vida é já cantada
para lá da escuridão de qualquer pranto.
Pequeno ser que em gesto ainda santo
desvenda a alma pura e não tocada
é chama viva em carne delicada
milagre que nos prende à luz do espanto.
Que o tempo, em seu correr, lhe seja favorável
e a sorte, em seus caminhos, doce e branda,
num destino longo e admirável...
E cresça em luz, qual flor que não se cansa,
levando em si, de amor uma demanda,
a paz que o mundo anseia e não alcança.
(Soneto para o meu sobrinho Francisco Maria Louro do Rosário recém nascido)