Marcelo Miranda Velten

Olan

I

No branco desta Terra sem saber qual havia

Trilhou seu caminho por árvores espessas de espinhos febris

Maculou sua pele sem retroceder do destino, sem o qual não seria

Trafegou sobre a neve e riscou o verniz

Pois sabia que o tempo era seu senhor esperar não valia

 

II

Carregaria com sorte o semblante de forte

Pois as copas douradas pareciam dizer que ali pertencia, todo o sonho que havia

Recuar não podia, jamais aceitaria, num destino consorte fez um pacto com a morte

Marcaria na pele e a alma que vele por como fora joliz

 

III

Mas tudo já foi dito, tudo já foi feito, o caminho era bruto

Caminhou com vontade, preteriu a idade não podia voltar

Pois na vida sem luto não havia um fruto, pôs se o tempo a passar

O fogo ardia, apagar não iria, esse surto...  Se ao menos houvesse um bismuto...

 

IV

Ao chegar repelia, como teria o que tanto lhe custara alcançar

Pois não pararia trafegar lhe exigia para chegar ao feliz

A roda girava e ele andava e caminhava em eterno passar

Seu destino era o início de um marchar precipício, seu troféu cicatriz.