I
No branco desta Terra sem saber qual havia
Trilhou seu caminho por árvores espessas de espinhos febris
Maculou sua pele sem retroceder do destino, sem o qual não seria
Trafegou sobre a neve e riscou o verniz
Pois sabia que o tempo era seu senhor esperar não valia
II
Carregaria com sorte o semblante de forte
Pois as copas douradas pareciam dizer que ali pertencia, todo o sonho que havia
Recuar não podia, jamais aceitaria, num destino consorte fez um pacto com a morte
Marcaria na pele e a alma que vele por como fora joliz
III
Mas tudo já foi dito, tudo já foi feito, o caminho era bruto
Caminhou com vontade, preteriu a idade não podia voltar
Pois na vida sem luto não havia um fruto, pôs se o tempo a passar
O fogo ardia, apagar não iria, esse surto... Se ao menos houvesse um bismuto...
IV
Ao chegar repelia, como teria o que tanto lhe custara alcançar
Pois não pararia trafegar lhe exigia para chegar ao feliz
A roda girava e ele andava e caminhava em eterno passar
Seu destino era o início de um marchar precipício, seu troféu cicatriz.