Dois corações em brasa, destino atrevido,
Correndo no vento, sem medo, sem freio,
Na estrada da vida, um pacto escondido,
Algo mais forte que um simples anseio.
O mundo lá fora nos chamam de loucos,
Mas rótulos nunca prenderam quem voa,
Entre adrenalina e olhares tão roucos,
Um laço que queima, que corta, que ecoa.
Das noites insanas aos dias de fúria,
De motos rugindo a pulos no abismo,
Na pele, no sangue, gravada a loucura,
Um fogo secreto, único, sem cinismo.
Não somos irmãos, nem meros parceiros,
Há algo indomável que arde e transborda,
Entre o perigo e os sonhos certeiros,
É mais do que amizade, é febre que acorda.
Se o mundo cair, se o tempo ruir,
Se a estrada for só um traço no nada,
Seguimos ardendo, sem medo de ir,
Dois corpos, um fogo além da jornada.