O silêncio do nada grita alto.
No meu canto, inspiro.
Na alma desenterro memórias
que o vento levou.
Do nada surge uma lágrima solta,
inunda o rosto abatido.
Só o leste solavanca, forçando o passo.
O nada sugere silêncio e tremor.
De tudo surge o nada, sem pressa.
Lá se foi o silêncio —
meu canto.
Imagno Velar