Senhora de olhar sereno,
luz que não ouso tocar,
em vós repousa o que almejo
e o que não posso alcançar.
Se vos vejo, calo a alma,
se não, suspiro em vão;
pois vive em doce cativeiro
por vós meu coração.
Não peço graça ou promessa,
nem ouso vos pertencer —
basta-me amar em silêncio,
e por vosso nome viver.