Feiticeira

EM CHAMAS

O calor ali dentro não vinha do fogo das ruas, mas do silêncio carregado entre as paredes de metal e concreto daquela sala de repouso.
Ele, com 1,83m de pura presença, preenchia o espaço com a autoridade de quem domina as chamas. O uniforme leve revelava o porte atlético, os ombros largos desenhados por anos de esforço, e mãos firmes,
exalando um vigor indomável.
Ele se aproximou com a lentidão de quem sabe que a vitória é certa. Aquele sorriso lindo e atraente, ligeiramente de lado, era a faísca que faltava. Quando parou a centímetros dela, o olhar marcante dele,
profundo e carregado de uma intenção cafajeste, pareceu despir cada camada de sua resistência.

\"Aqui não há sirenes,\" ele sussurrou, a voz grave vibrando no ar fechado, \"apenas o som do que a gente não consegue mais segurar.\"


O toque aconteceu como um resgate em meio ao caos. As mãos dele, grandes e firmes, envolveram a cintura dela, puxando-a para o calor de seu corpo sólido. Ela respondeu à altura, as pontas dos dedos traçando o contorno dos lábios dele antes de se perderem na nuca e o cheiro dele. 
Seus lábios atraentes se abriram em um convite mudo, logo selado por um beijo que tinha gosto de urgência e entrega.

O Toque:
A pele dela encontrava a dele em um encaixe perfeito.
A Entrega:
O ambiente austero do quartel tornou-se o cenário de um incêndio impossível de apagar.
O Ritmo:
Entre suspiros e o roçar dos corpos, a força atlética do Bombeiro encontrava a delicadeza curvilínea dela.

Naquela pequena sala, cercados pelo peso do dever, eles finalmente se permitiram o prazer. Não havia mangueiras ou hidrantes capazes de resfriar o que fervia entre os dois; eram apenas dois predadores da própria vontade, perdidos em um labirinto de toques, onde o único oxigênio disponível era o hálito um do outro.

 

FEITICEIRA