Foram tantos poemas não lidos
Tantos enganos tão ledos
Que hoje me sinto invisível.
E eles nunca viram tais lados,
Aqueles sonhos em leitos
O medo dos fatos, defeitos
O desejo de um tato
Que nunca foi realizado
Pelo contrário, me tornou um enredo
De um filme invisível,
Fantasmas em carros
Com os bancos vazios. Acasos,
Andando com faróis acesos,
Em meio a mais carros vazios.
Eles estão todos mortos
Sinalizando que estamos todos vivos
E ninguém enxerga ninguém
O que importa é a luz cada vez mais vibrante
Delirante, estonteante
Pra fugir de todos os segredos
Deste mundo invisível.