Minhas feridas, rosas vermelhas,
Floram na dor, em noites lentas,
Pétalas caídas, lembranças guardadas,
Dor que persiste, em almas cansadas.
A dor se enraíza, em corações partidos,
Raízes profundas, em solos esquecidos,
Águas da saudade, regam a solidão,
Cultivando a dor, em cada estação.
Espinhos pungem, alma dilacerada,
Sangue que verte, vida ceifada,
Cortes profundos, marcas eternas,
Dor que não passa, em noites internas.
Sangue que escorre, vida que some,
Alma que chora, em silêncio, ao tom,
Gotas vermelhas, lágrimas sentidas,
Dor que se esvai, em vidas partidas.
Rosas mornas, espinhos agudos,
Lemas da dor, em corações mudos,
Sangue que seca, feridas que cicatrizam,
Almas partidas, em pedaços, agonizam.
No jardim da dor, rosas negras florescem,
Pétalas de tristeza, em corações que crescem,
Espinhos da saudade, em almas que se cravam,
Dor que não cessa, em vidas que se esvaem.
E assim, em meio à dor, eu me perco,
Em labirintos de tristeza, onde me encontro,
Rosas vermelhas, espinhos agudos,
Lemas da minha dor, em corações partidos!!