Senti.
Pulsava,
rubro
e sem ritmo.
Sem medo
ou fraqueza,
apenas cansaço
do mesmo de tantos.
Ruídos.
A mudança do real não atinge —
ergue um muro invisível
entre o dito
e o que de fato é.
Eu apenas aceito
o espaço construído.
Não me escondo.
Posso estar do lado
e ainda ausente.
Minha presença exige chão firme.
Onde há tijolos falsos,
não piso.
As paredes não fluem,
desandam,
desabam.
Não corto laços,
corto acessos,
crio paredes sólidas.
Barreiras limitam excessos.
O outro continua existindo,
eu continuo inteiro.
O mundo que partilhávamos
não existirá mais.
Sigo fluido.