No Couro
de Ayalah Berg
A alma é um luxo de quem ainda teme o escuro,
Um órgão obsoleto, um resto de muro.
Você busca o quem somos, eu conto os destroços,
A verdade não habita a pele, habita os ossos.
Convergentes? Não. Apenas o que restou da colisão.
A moral é a coleira de quem precisa de direção.
No viver verdadeiramente, prefiro a precisão:
Meu corpo é o recipiente, o resto é distração.