É esfera azul
no escuro.
Gira.
Tão ínfima,
e sustenta bilhões —
cada qual ardendo por dentro:
quartos acesos,
vozes suspensas,
mãos que se perdem no ar.
Tudo pulsa
entre encontros e desencontros.
E ainda assim
cabe inteira em si
no ruído mudo
deste ponto azul.