Aos meus olhos
Hoje a cidade parece meio fora do usual
Todos os que passam
Tem em suas auras
Algo tão antinatural
Ou será que sou eu?
No Metro
O pensamento viaja mais depressa
Chega primeiro que o vagão...
Como uma bala de canhão
Meu corpo não acompanha
O que será que escondem
Por debaixo dessas máscaras?
Onde mesmo um sorriso meio tímido
Não tem absolutamente
Nenhuma graça
Enquanto caminhava
Observei o rosto de cada um
Pensando em que vida eles levam
Será que se alimentam dos mesmos sonhos que eu?
Se sim, porque todos parecem tão artificiais?
Eu pareço assim também, para você?
No Metro
O pensamento viaja mais depressa
Chega primeiro que o vagão...
Como uma bala de canhão
Meu corpo não acompanha
O que será que escondem
Por debaixo dessas máscaras?
Onde mesmo um sorriso meio tímido
Não tem absolutamente
Nenhuma graça
Olhando pela janela
Vejo a chuva
Molhando cada célula
Que se vê descoberta
Será que pra ver a vida mais bela
Basta ser alguém mais receptivo?