CHOVE, APENAS...
A chuva cai na tarde gris, silente;
Da janela, o vate mira a amplidão;
Na paisagem sem cor, busca razão
De um amor que dorme em sua mente.
Onde estará? Até quando, paciente,
Suportará da vida a provação?
Chove na tarde gris, e o coração
Dói no peito, em vigília persistente.
A chuva é confidente da saudade,
Revela sonhos presos na lembrança
E embala o ser na calma da esperança!
A água que cai dissolve a ansiedade,
E cada gota acende a confiança
De que o amor virá, na eternidade!
Nelson de Medeiros
02/2026