Tinky

Entre friends e FRIENDS

Ele não apagou as conversas
nem deixou de mandar mensagens.
E mesmo sendo um idiota
eu — ainda assim — o amo.

Não sei que tipo de amor é esse
sei só que não somos amigos
mas também não somos só ficantes…
e isso me confunde.

Não sei aonde vamos
tenho medo do tempo.
Do que pode mudar
do que posso perder tentando amar.

Com ele, tudo é incerto —
como confiar?
como lidar?
como continuar?

E essa dúvida me assusta
me afasta…
mas ao mesmo tempo
ele é meu conforto.

Sem perceber
ele muda meu humor
drasticamente, silenciosamente
como se tivesse um poder.

E dói pensar
que ele já esteve com todas 
Algo que eu não imaginava sentir,
mas sinto…
e me arrependo
de não ter dito nada.

Não dá pra voltar
nem mudar o que passou.
Queria que ele mudasse —
por mim…
ou talvez por ele.
E isso me soa egoísta.

Vivemos entre duas músicas:
“Friends” e “FRIENDS”.
Eu te quero como “friends”,
mas te trato como “FRIENDS”.

Eu sei… é confuso.
Mas somos isso:
um meio-termo estranho,
um equilíbrio entre extremos.

E apesar de tudo
eu gosto de nós.
Gosto da nossa história
do nosso jeito incomum de existir.

Mas no fundo
nós dois sabemos:
isso vai mudar.

Seja pelo tempo,
por alguém,
ou por esse amor
que não sabe o que é.

E pensar no fim
me faz querer fugir,
me afastar,
me proteger…

Mas eu não consigo.

Não consigo ficar
sem falar com você,
sem te ver,
sem te escutar.

Então me resta só uma pergunta:

como isso vai acabar?