mangas podres, expostas, à venda
o poema também é um dilema
vencer batalha sem navalha
fere o problema?
busto e braço exposto
mais forte é quem tenta
manga-espada furando a rosa
quando a esgrima é o espelho
o lesado não é salvo com pena
ao descascar em carne viva
o corpo amado-inflamado não sabe
o custo da insistência na beira
do fim para novos começos
y romper o abraço vil também
gera sentença
mangas podres, compradas
sabem o sufrágio apressado
sob a análise dos meus mais
dolorosos lados gritados
eu conheço
o que é apenas
poema
Fabrício Hundou