O infinito azul preenchia cima a baixo
A expiração das palmeiras nutria meu peito
E o meio-dia floresceu
A tempestade adormeceu
Enquanto nossas memórias ferviam meu sangue
Refratei os quentes beijos solares
Vi sua imagem no mais alto ponto
Olhando para mim
Mostrando passados distantes
Recordando nossos fins
Nossos crepúsculos vespertinos
O amargo sabor de tua ida
Cortes secos em nossa relação
Do quente atrito entre nossos corpos
Ao frio silêncio da escuridão
E o peso de tua presença
Torna-se real em tua ausência
Um eclipse com luas que eu mesmo trouxe
Pois, quanto mais brilhante o dia
Mais escura será a noite.