Maconat

A iminĂȘncia de quem outrora fui

 

 Nao me recordo como transcorreu

Nem a intensidade de que perdi

Aquilo que me movia como sumiu?

Fugiu ou eu a deixei ir?

Uma dúvida melhor, se fugiu porquê nao a persegui, se eu a deixei ir certamente sou mais fraco do que pensei, quem seria o louco que a deixaria de propósito?

 Porque assinei minha sentença de morte e cavava minha própria cova sorrindo?

Me despi das minha armadura joguei minhas armas fora e me joguei em direção ao negrume o antro insondável de perversão que é minha alma

Me juntei ao que mais odiei, escondi e repudiei,a versão que todos temos e escondemos com tanto zelo

Existem coisas piores que a morte 

Para um homem que se moldou com base em seus valores honra,justiça,ambição

Pior que a morte e assitir tudo oque pregou e enraizou em si, ser destruido pelas próprias mãos

O único culpado pelas proprias desgraças

O juiz, o réu e o carrasco de seu tribunal interno,condenou a si mesmo

Sem chance de se defender,desistiu sem tentar

Se condenou ao pior castigo que podia

A grande duvida que paira é porquê?

Porque caminhou em direção a sua ruína sem pensar em mais nada

 Mesmo perdido e desolado na escuridão em que se torturava silenciosamente

Houveram pessoas que por meio de palavras gentis e confortantes trouxeram luz 

Tocaram essa alma podre e obscura

E iluminaram o caminho para ele sair de sua cova

O homem ainda está com feridas do excruciante labirinto que se jogou

Algo esta diferente no homem

A luz nao só o resgatou mas tambem reascendeu oque achou que tinha se apagado

A chama esta fraca

Mesmo essa chama fraca e mais do que suficiente para ele

O homem coloca sua armadura,empunha suas armas com vigor e firmeza e se prepara

Para voltar a ser quem outrora foi