Há um silêncio sagrado no colo da mãe.
Um lugar onde o mundo perde o peso e a alma aprende a descansar, como criança no berço.
Seus braços são abrigo quando o medo faz morada no peito, e sua voz, tão mansa
parece conhecer os caminhos secretos do coração do filho.
Mãe…
teu olhar vigia meus passos mesmo quando estou longe, como se houvesse em ti
uma sentinela de amor que nunca dorme.
Quantas vezes caí e foi teu cuidado que me levantou.
Quantas vezes me perdi e tua ternura foi luz na estrada.
Há em ti algo de céu, divino, algo que não se explica, uma presença que protege mesmo quando não a vejo.
Talvez seja por isso que quando penso em ti
minha oração nasce sem esforço.
Porque no amor de uma mãe Deus deixou um reflexo daquilo que é eterno.
E quando o mundo pesa demais, quando a alma se cansa da batalha, eu ainda procuro o mesmo lugar: teu colo.
Ali onde toda dor se acalma, onde o coração aprende a confiar.
Ali…
onde eu como filho encontro abrigo nos seus braços, mãe, rainha na terra ou no céu.