Jairo Cícero

Voos da Mente, Raízes na Terra

 
 
 
 
Em vales de rotina, a alma se contém, 
Limitando o passo, sem saber quem. 
Mas um anseio acorda, uma sede sem fim, 
Por ver além do muro, do \"sempre foi assim\".
 
 
No silêncio dos livros, abro portas, portais, 
À voz dos antigos, dos sábios e imortais. 
Em cada leitura, um mapa a guiar, 
Desvenda segredos, ensina a pensar.
 
 
A mente se expande, questiona e reflete, 
Desfaz o que é falso, o que antes se aceita. 
Novas perspectivas, um vasto saber, 
Faz a essência humana mais forte crescer.
 
 
E quando o saber parece transbordar, 
Busco a quietude, o tempo e o lugar. 
Na brisa que passa, na vastidão do mar, 
A alma se acalma, aprende a sonhar.
 
 
O verde da mata, o azul do horizonte, 
Refletem em mim uma nova fonte. 
Conecta-me à terra, ao sopro da vida, 
Cura as feridas, a mente partida.
 
 
Assim, entre o pensar e o sentir profundo, 
Reconstruo meu ser, reinvento meu mundo. 
Expandindo horizontes, sem nunca parar, 
No voo da mente e no chão do meu lar.