Em vales de rotina, a alma se contém, Limitando o passo, sem saber quem. Mas um anseio acorda, uma sede sem fim, Por ver além do muro, do \"sempre foi assim\".
No silêncio dos livros, abro portas, portais, À voz dos antigos, dos sábios e imortais. Em cada leitura, um mapa a guiar, Desvenda segredos, ensina a pensar.
A mente se expande, questiona e reflete, Desfaz o que é falso, o que antes se aceita. Novas perspectivas, um vasto saber, Faz a essência humana mais forte crescer.
E quando o saber parece transbordar, Busco a quietude, o tempo e o lugar. Na brisa que passa, na vastidão do mar, A alma se acalma, aprende a sonhar.
O verde da mata, o azul do horizonte, Refletem em mim uma nova fonte. Conecta-me à terra, ao sopro da vida, Cura as feridas, a mente partida.
Assim, entre o pensar e o sentir profundo, Reconstruo meu ser, reinvento meu mundo. Expandindo horizontes, sem nunca parar, No voo da mente e no chão do meu lar.