Quando eu era pequeno,
construía castelos entre galhos tortos,
com as mãos cheias de terra
como se pudesse erguer mundos inteiros
na ponta dos dedos.
Esperava pela chuva
sentia que, por alguns minutos,
O tempo podia parar.
Hoje, lembro dessas chuvas
como quem relembra um abraço antigo:
tão inteiro
quanto o coração de uma criança
Que aprende a ouvir oque o tempo tem para falar.
Entre gotas de chuva,
o tempo se curva,
O Mundo pode ser tão imenso quanto oque o coração escolhe guardar.